
Sinto-me um velho palhaço, esquecido no fundo do picadeiro.O mesmo palhaço que por dias fez alguém rir, até mesmo chorar de ri. Hoje descansa esquecido em uma humilde cadeira de madeira caindo aos pedaços e sem encosto e servindo de assunto para palhaços que nem se quer sabem o verdadeiro papel de um palhaço. Mas o que seria dos meus dias sem aquela cadeira horrorosa. A cadeira que me escuta sem me julgar, que esta sempre pronta a me receber, esteja eu cansado ou não, feliz ou triste.
Ironia? Talvez! Mas de quem menos esperamos temos um gesto de carinho.
Não sei ao certo, mas como seria bom ouvir a cadeira falar. Pronunciar meu nome. Dar um oi. Dizer que sou importante. Sei lá, talvez uma cadeira psicóloga? Fosse a solução.
Sei que ninguém me vê da forma de que eu gostaria, mais por minutos que parecem intermináveis, sinto-me excluído “no fundo do picadeiro”, esperando o apresentador começar o show, que já não esta em cartais. E sei que os holofotes de luz não se ascenderão sobre mim.
Fico triste, pois não quero ser como nomes famosos, que tiveram seu reconhecimento após fecharem os olhos. Do que adianta? Nome de rua? Textos? Músicas? Não adianta o ator principal da história não estará no palco para receber o OSCAR da vida. Triste? SIM!! Muito triste! Pois sei que tudo que fiz não foi visto como era pra ser! Foi visto como minha obrigação.
Por outro lado, começo um busca. Mas antes começo a peneirar um pouco as pessoas, com objetivo de ver quem realmente me quer bem. E não pessoas que me vêem como supérfluo, como o salvador da pátria. Afinal também tenho coração e esta batendo.
Busco não caminhos novos, pois não estou no caminho errado, o que busco são ferramentas diferentes para abrir a matar e deixar o sol iluminar esse caminho.
Só te peço uma coisa, se realmente gosta de mim. E entendeu esse texto.
Sabem que meu único objetivo agora é acerta no Target, então me ajuda a mirar.
FBR.
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